
Um pedaço de bosta. É isso que eu sou, um centímetro de merda fedida.
São dias como esse que me fazem perceber que eu não sou nada, ninguém, que não faço bem a mim, nem aos outros. Eu queria só ser mais competente, entende? EU SÓ QUERIA SER BOA EM ALGUMA COISA! Qualquer coisa que eu pudesse olhar o que eu fiz e sorrir orgulhosa. NADA! É isso que eu sinto por mim além de plena repulsa. Nojo, nojo, nojo desse ser…
Quero morrer um pouquinho.
Só isso.
Quero respeito e que o amor da minha vida confie em mim, assim como (nem deveria, mas) confio nele.
Tem horas que penso ser isso o que mais destrói os casais. É um sentimento de posse, em que ambos se sentem os genuínos donos do ser com que se relacionam. Não é saudável, nem alimenta a alma de forma positiva.
Acho sim, que regras devem ser estabelecidas e respeitadas, para que a paz impere e para que haja segurança. Mas sinceramente tem gente que se acha no direito de mandar e desmandar, de ditar e mudar as regras como bem entender. E vale ressaltar que essas só se aplicam ao outro.
É difícil aceitar a felicidade do parceiro?
Ou melhor… É muito complicado aceitar que seu amor seja também feliz em momentos sem você?
Aí repito, mes amis:
“Procuro paz. É um mero princípio”

Mereço?
Faz tanto tempo que não tenho um dia pra dormir até as 15h, que eu nem acreditava :)
Pois é… Não devia ter acreditado mesmo. 345 ligações, 893 cachorros latindo e uma banda de heavy metal ensaiando no prédio ao lado. Fora todas as rampeiras que decidem fazer faxina pesada na casa, na rua, no poste, na puta que o pariu!
Sem contar fatores internos, como meu amado “irmão” que decide acordar cedo só quando eu durmo até mais tarde.
Cabeça latejando de dor e frustração, vamos tirar esse corpo pesado da cama, dissolver essa vontade de gritar com Deus e com o mundo, tomar um banho bem frio e fingir que essa manhã meu sono não foi interrompido 1241 vezes, por criaturas endiabradas… pra então tentar ser a boa profissional, chegar cedo no ensaio e render, como deve ser.
E se eu disser que eu to doente?
Não!! Não estou perguntando se deveria mentir que estou adoentada. Estou AFIRMANDO pra você que além de tudo, estou doente. De leve, mas estou… Dormir pouco não ajuda na melhora, nem muito menos na resolução de questões mais densas.
Quero descanso, quero que as coisas aconteçam ontem, quero logo um contrato com a Globo, quero um apartamento legal no arpoador, quero ser rica, quero receber meu Ohikari pra ministrar Johrei nas pessoas que precisam, quero um relacionamento ESTÁVEL em que não haja limitação ou restrições impostas pela sociedade (ou pelos genitores, que atualmente é o maior problema). Quero ter certeza de que ainda estou perdidamente apaixonada e viver nesse contexto de acontecimentos positivos, baseados em verdade, amor e luz.
Me diz: É pedir muito?
“Preciso de sossego… Procuro paz. É um mero princípio.”

“Será que ela evolui?”
Estou naquela fase de novo. Dizem os espiritas que enquanto o indivíduo se encontra “em cima do muro” muitos espíritos baixos se aproveitam da nossa fraqueza e se apoderam de nós, pra brincar com nossos sentimentos.
Sendo muito sincera, eu achei que eu já tinha escolhido por que caminho eu queria seguir, em que pista ia dançar, por que time eu ia torcer. Mas, porém, entretanto, todavia, me encontro novamente naquela dúvida. Tinha escolhido o pandeiro, afinal… Mas o violão clássico tem me tentado, entende? O MPB estava funcionando pra mim, então por que diabos o rock insiste em tocar no meu ipod?
Não sei se o Johrei está me abrindo os olhos pra uma realidade que eu não conhecia, ou se a verdade ainda está mal definida dentro de mim. Só sei que não gosto dessa sensação de não saber. Gosto da certeza. Se já gostamos da certeza nas coisas externas, imagine dentro do coração!
Tem uma coisa que acontece lá no finzinho do estômago, que borbulha tudo, que torce a gente, que retorce e confunde os sentidos e se apodera de tudo, que explode e a gente tem vontade de rir e chorar ao mesmo tempo. A gente quer e não quer… É uma dúvida gostosa que a paixão traz. É isso. Sinto falta dessa paixão avassaladora que não nos dá tempo de pensar se aquilo vale a pena, se é racional, ou lógico! Daquelas que nos impulsiona as fazer loucuras e a gente faz!
Mas aí resta mais uma dúvida.
Ficar e lutar pela renovação sensorial, ou partir em busca de novos (relativamente novos) horizontes?
Só sei e tenho certeza que certos erros do negro passado não serão cometidos de novo. Não quero choro, nem vela. E se for pra chutar a cuica, o vaso e o balde, serão chutados com propriedade e muito bem pensados.
E se for tudo um capricho de uma alma artística, confusa, problemática… Bem, nesse caso voltamos à razão pelo bem de um relacionamento que pode dar (mais ou menos como tem dado) certo.
Não queremos chorar ao Ades derramado, certo?
Certo.
(i think)
“Quem nesse mundo faz o que há durar
Pura semente dura: o futuro amor”

Só até dia 13 ;) (Publicado com Instagram, no Planetário da Gávea - Fundação Planetário)

Ouvi há alguns meses que eu precisava de um tratamento espiritual/emocional numa igreja, ou centro espirita. Chamavam-no de tratamento desobsessivo.
Concordei que precisava agir de alguma maneira, para obter uma melhora espiritual, para dar um basta àqueles episódios frequentes de pseudodepressão… Só que só em pensar no nome do tratamento, ja me arrepiava toda. Bem… Passei a frequentar um centro espírita, comecei a cuidar melhor da minha mente e da minha alma, fazia os “deveres de casa”, mas não me submeti a tal tratamento (até o próprio médium que me aconselhou na época, disse não ser necessário). E após certa dedicação a mim mesma, comecei a me sentir bem de verdade. Hoje não tenho nem sombra daqueles grandes episódios de melancolia, angustia, tristeza ou raiva repentina, como antigamente. Perfeito, me dedico às coisas importantes da vida e da carreira, abrindo mão de “luxos” e detalhes que não cabem no momento. Meu bom senso está melhor que nunca.
Mas como nada é perfeito, outra área da minha vida (por acaso a afetiva) dependia daquele TAL tratamento, mesmo esse sendo desnecessário (em tese). Confeeesso que após um resultado satisfatório e pouco tempo disponível na correria da vida, passei a ir menos (ou quase nunca) ao centro… E isso, claro, seria um agravante para que eu voltasse a ser aquele indivíduo deprimido e deprimente, que não emana a luz divina, etc, etc. Isso não aconteceu, ok? Não voltei à tal melancolia, nem tenho pensamentos suicidas. Mas O fato é que sou atriz, consequentemente influenciável, sensível e suscetível a espíritos baixos que se aproveitam de fraquezas.
E os pais não querem que os filhos andem (e muito menos que se relacionem) com pessoas de alma enfraquecida, porque poderia levá-los a se enfraquecer também, ou andar pela trilha errada, etc, etc…
Ok… Tudo isso pra desabafar que comecei o tal tratamento (mesmo estando já na MINHA trilha certa) Não na igreja católica, nem em um centro espirita, nem muito menos em um templo Budista. Não… A vida acabou me apresentando a Igreja Messiânica Mundial (nome bonito, né?), onde estou a principio recebendo um tipo de “passe” chamado Johrei, que tem que ser “ministrado” em mim por pessoas capacitadas nos centros, o quanto for possível (de preferencia todos os dias), enquanto vou marcando uma cartelinha, que “prova” quantos dias eu ja fui e o tratamento dura até que me digam que meu espirito está fortalecido o suficiente. Pode parecer meio balela, meio conversa pra bezerro dormir, mas a parada é séria. Eles realmente canalizam uma energia que se sente de verdade, quando o Johrei é ministrado. Acredito que seja uma luz divina, ou ao menos um pensamento de fé e positividade poderoso, porque sem saber quais seriam os efeitos, senti cada um deles, que posteriormente li que aconteceriam. Fiquei de certa forma assustada, porque nunca pensei que era assim, instantâneo…
Na realidade, é meio barra pesada no começo. Eu sinto mesmo a energia fluir, um calor subindo pelas costas e uma dor, às vezes quase insuportável, tomando conta do pescoço, cabeça e ombros. Lateja, incomoda… E pelo que me foi dito, são minhas máculas se dissolvendo, para que o espírito seja fortalecido. Por enquanto, as máculas estão derretendo de maneira lenta e dolorosa… Mas como todo bom tratamento, piora-se no início e depois sente-se bem :)
Espero MUITO que no fim, o fortacelimento seja notado por mim e por outros.
Oremos!

Então é isso…
É chegada a hora de respirar em paz e tirar proveito dos resultados, sejam lá quais forem. Fiz(emos) o que pude(mos), me entreguei 120%, tirei meu sangue, na “transfusão à Marta” e espero que os frutos sejam doces. Se bem que se pensar bem, até já são, viu? Tanto falei/pensei/flagelei/pesei sobre a necessidade de uma maior dedicação, que enfim cheguei a esse momento (que nao sei definir bem a sensação, pra ser sincera)… Pleno deleite(?). Talvez fique mais claro depois da estréia. E se for mais sincera ainda, achei que quanto mais próximo o dia, mais em frangalhos estariam meus nervos… Blanche Dubois que me perdoe, mas a calma que sinto é coisa de louco!
Em pouco mais de um dia estarei estreando minha primeira peça profissional, molhada com o suor da busca, do encontro e da vitória, AFINAL, era essa a primeira grande ambição: subir no palco, bater no peito e gritar pro mundo ouvir: EU SOU ATRIZ, PORRA!
Com todo o perdão da palavra, é claro.

Espero que as construções duradouras me façam feliz, porque as efêmeras estão me deixando péssima.
Só sendo muito masoquista pra participar de “concurso de beleza”. O nome já diz tudo…
É efêmero e eu não sei se me traria benefícios práticos: resultados. Ainda assim é impossível não se sensibilizar com as pressões. Eu fico esgotada emocionalmente (existe isso?)… Tendo que viver isso, perceber que não me preparo e que a culpa é toda minha mesmo. Além de dividir esse meu corpo entre os meus conflitos e os dos 50 personagens que tenho trabalhado em palco e em aula nos últimos dias.
Preciso tirar uns dias pra descansar do peso de tantas máscaras e ambições.